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Pelo quinto ano consecutivo, os Cafés do Brasil estiveram
presentes na Foodex, a maior feira de alimentos e bebidas
da Ásia, realizada entre os dias 3 e 6 de março na cidade
de Chiba, na região metropolitana de Tóquio, Japão. O estande
integrava a área do pavilhão brasileiro, organizado pela Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A delegação de empresários do setor de café foi acompanhada
por Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC - Associação
Brasileira da Indústria de Café e gerente comercial do PSI
- Projeto Setorial Integrado de Promoção à Exportação de Cafés
Industrializados, realizado pela entidade em parceria com
a Apex Brasil.
O Japão é o 4º maior comprador do café torrado e moído industrializado
por empresas brasileiras. "Estamos dando continuidade ao processo
de promoção dos nossos cafés, iniciado há cinco anos, e que
aos poucos vai consolidando a imagem de produtos diferenciados,
com ampla variedade de aromas e sabores", diz Nathan Herszkowicz.
Em 2008, as exportações de café industrializado, tradicionais
e gourmets, para o Japão foram de US$1,7 milhão. A expectativa
para 2009 é uma receita de US$2,5 milhões.
A participação na Foodex tem influenciado positivamente nos
negócios de indústrias como a Café Bom Dia e a Café Turmalin.
"Iniciamos a nossa participação no PSI em 2005 e um dos benefícios
do programa tem sido o de facilitar o acesso das empresas
a importantes feiras internacionais, como a Foodex, e a mercados
ainda pouco explorados pelo Brasil", diz Toshiya Shimano,
diretor da FATEC/SA, que produz o Café Turmalin. Para ele,
a Foodex é uma valiosa porta de entrada para o mercado asiático.
Os negócios com a Ásia representam hoje 10% dos negócios da
FATEC.
Para Sydney Marques Paiva, presidente da Café Bom Dia, empresa
que pelo terceiro ano consecutivo participa da Foodex, o espaço
que a APEX oferece dá a oportunidade de levar e mostrar ao
continente asiático o que temos de melhor. "É, sem dúvida
alguma, uma oportunidade imperdível", acrescenta. Em 2008
o Japão teve 5% de participação nas exportações da empresa.
Entre os clientes conquistados, estão a rede de supermercados
Seiyu e diversos importadores localizados, de menor porte.
Este ano, a Bom Dia leva para a Foodex as marcas National
Geographic, Café Brazil, em latas de 39oz, Marques de Paiva
Rainforest 250g, Marques de Paiva Fairtrade House Blend 250g,
e Marques de Paiva Fairtrade Espresso 250g.
O mercado asiático, diz Toshiya Shimano, da FATEC, é extremamente
exigente quanto à qualidade dos produtos e confiabilidade
do fornecedor. "A principal exigência é o alto padrão de qualidade,
o que é bastante positivo para nosso Café Turmalin que, além
de apresentar a qualidade exigida, também apresenta a importante
Certificação ISO 22000, que se refere à Segurança do Alimento".
Sydney Marques Paiva também define o mercado asiático como
bastante conservador e que busca qualidade, confiabilidade
e lealdade. "Eles querem, sim, ter produtos "fresh", e cada
vez mais produtos sustentáveis e com 100% de rastreabilidade",
diz, completando: "E aí é o nosso forte". A indústria Bom
Dia é uma das empresas de café que mais certificações têm
em todo o mundo. De acordo com Marques Paiva, "o mercado asiático
tem características bastante peculiares, o que é natural,
principalmente pelo fato de terem uma cultura milenar. Por
isso, analisar o comportamento de consumo daquela região requer
muita cautela. O processo de decisão do japonês diferencia-se
muito em relação ao ocidente". Participar de feiras como a
Foodex é, portanto, importante para entender e aprender a
trabalhar com esse mercado.
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