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atualizado em 03/08/2010
A PALAVRA DA ABIC

Almir José da Silva Filho
Presidente da ABIC

O grande marco deste ano é, sem dúvida, a Instrução Normativa Nº16 que criou o Regulamento Técnico para o Café Torrado em Grão e Café Torrado e Moído. A partir de fevereiro de 2011, quando a norma entra em vigor, o mercado brasileiro, que já é exemplo mundial pelos índices de crescimento de consumo, será exemplo também pelo ineditismo do estabelecimento de um nível mínimo de qualidade dos seus cafés. A partir do próximo ano, os produtos que obtiverem avaliação inferior a 4 pontos, em uma escala de análise sensorial que vai até 10, serão proibidos de serem comercializados.

A ABIC está empenhada em cooperar com os associados e com o mercado para promover esse regulamento e em participar da divulgação das novas metodologias de análises. Nosso Encafé, em novembro, será dedicado à teoria e à prática da IN 16.

 

É a grande oportunidade dos industriais discutirem em detalhes, com representantes do DIPOV, com classificadores e profissionais de avaliação, toda a norma e suas implicações no sistema de fiscalização no mercado, no sistema de classificação por fluxo, controles laboratoriais e outros aspectos.

Também em nossa página na internet colocaremos, já no início deste segundo semestre, os principais questionamentos que estão sendo feitos em relação à IN 16, no modelo de pergunta e resposta. E com o propósito de potencializar ainda mais a divulgação também dos aspectos positivos do café, suas qualidades, variedades e benefícios para a saúde, passaremos a ter uma conta no Twitter (@abic_cafe). Estamos, portanto, utilizando essas diversas ferramentas de comunicação para levar informações para o mercado e o público em geral.

O estabelecimento de um nível mínimo de qualidade no café é um divisor de águas, que beneficiará todo o agronegócio. Retirar do mercado cafés não recomendáveis para consumo favorecerá ainda mais a demanda interna, valorizando os produtos da categoria Tradicional.

Dá para conciliar, sim, preços acessíveis e café de boa qualidade. O que não é possível é manter uma concorrência baseada em preço baixo e baixa qualidade. É predatório; afugenta o consumidor, e já vimos esse filme antes!

A medida do governo chega em boa hora também para que o industrial reveja a questão da rentabilidade dos seus negócios. As indústrias estão asfixiadas, pois os preços de venda ao varejo são os mesmos de cinco anos atrás. Só entre junho e julho passados, a alta da nossa matéria-prima, o café verde, subiu em média R$ 40,00 a saca. Não há como absorver esse custo, e é o comprometimento do varejo que irá permitir o mercado ascendente e com melhora da Qualidade.

É o nosso compromisso com o consumidor.

 


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