Boletim Carvalhaes N°32 de 07/08/2020

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Santos, 07 de agosto de 2.020 – ano 87 – número 32.

O mercado de café apresentou-se nervoso e agitado por toda a semana. Os contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque oscilaram forte e com rapidez todos os dias. Os com vencimento em setembro próximo, depois de
subirem nas duas últimas semanas com consistência, somando 1 660 pontos de alta, recuaram 350 pontos na semana que se encerra hoje. A razão principal foi o fortalecimento do dólar frente ao real. Nossa moeda recuou 4% frente ao dólar, influenciando o comportamento dos operadores. Em reais por saca as cotações em Nova Iorque subiram. Os contratos
para setembro próximo fecharam na sexta-feira passada valendo R$ 820,88 e hoje, R$ 826,35.

O mercado já trabalha com muitas incertezas, com o comportamento do clima e o avanço da covid-19 no Brasil e nos demais países produtores de café da América Latina. A forte e rápida oscilação do dólar frente à moeda do maior produtor e exportador de café do mundo é um complicador a mais na formação dos preços.

O mercado físico de café no Brasil teve mais uma semana firme e com bom volume de negócios fechados.

Apesar das cotações na ICE oscilarem com rapidez todos os dias e recuarem 350 pontos na semana, a forte alta do dólar frente ao real deu sustentação aos preços no Brasil e permitiu o fechamento de um bom volume de negócios.

O tempo quente e seco permite agora que nossa colheita avance com rapidez e estima-se que os trabalhos já passaram dos 80%. A qualidade média desses cafés da nova safra é muito boa. Muitos produtores estão antecipando a entrega de seus lotes de “ vendas para entrega futura”. Os embarques brasileiros cresceram em julho, o primeiro do novo ano-safra 2020/2021 – os números devem ser divulgados na próxima semana – e deverão crescer mês após mês até o final do ano. A qualidade dos cafés brasileiros melhora ano após ano, ajudando nossos exportadores a conquistar novos mercados e ampliar os tradicionais. Muitos operadores esperam um novo volume recorde, projetando embarques ao
redor de 43 milhões de sacas. Nosso consumo interno deve ficar entre 21 e 22 milhões de sacas, assim chegaremos ao final de junho de 2021 novamente com estoque de passagem muito pequeno.

A safra brasileira de café 2021/2022 será de ciclo baixo, portanto com volume menor que o atual. À medida que nossa colheita se aproxima do final, os produtores mostram preocupação com o estado dos cafezais pós-colheita. Estão bastante desgastados com a produção de uma safra de ciclo alto e o clima que enfrentaram ao longo desse ciclo de produção. O tempo seco em julho ajudou bastante nos trabalhos de colheita e na boa qualidade dos cafés colhidos.

Entretanto a pouca chuva contribui para o desgaste dos cafeeiros. O volume de chuvas nos últimos 30 dias ficou bem abaixo da média e não são esperadas boas chuvas neste mês de agosto e em setembro. Se a falta de boas chuvas até outubro vier a se confirmar, teremos uma quebra ainda maior na produção 2021/2022.

Até dia, 5 os embarques de julho estavam em 1.976.718 sacas de café arábica, 439.587 sacas de café conillon, mais 328.386 sacas de café solúvel, totalizando 2.744.691 sacas embarcadas, contra 2.282.430 sacas no mesmo dia de junho. Até o mesmo dia 5, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 3.276.016 sacas, contra 3.012.649 sacas no mesmo dia do mês anterior.

Até dia, 6 os embarques de agosto estavam em 75.946 sacas de café arábica, 33.664 sacas de café conillon, mais 858 sacas de café solúvel, totalizando 110.468 sacas embarcadas, contra 49.359 sacas no mesmo dia de julho. Até o
mesmo dia, 6 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 455.203 sacas, contra 415.531 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 31, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 7, caiu nos contratos para entrega em setembro próximo 350 pontos ou US$ 4,63 (R$ 25,05) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 31 a R$ 820,88 por saca, e hoje dia 7 a R$ 826,35. Hoje, sextafeira, nos contratos para entrega em setembro a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 155 pontos. No mercado calmo de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca, para os cafés verdes, do tipo 6 para melhor, safra 2020/2021, condição porta de armazém:

  • R$610/670,00 – CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
  • R$600/630,00 – FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
  • R$560/600,00 – BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
  • R$480/520,00 – DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
  • R$450/480,00 – RIADOS.
  • R$410/430,00 – RIO.
  • R$410/430,00 – P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
  • R$400/410,00 – P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA.
  • DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 5,4110 PARA COMPRA.
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