CONAB - Conjunturas da agropecuária - 19 a 23/10/20

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MERCADO EXTERNO

O fim do ano safra se aproxima na Colômbia, e o que se tem até o momento foi uma produção dentro da normalidade, mas com a colheita e comercialização prejudicadas por causa das medidas de isolamento contra o coronavírus. No país, a demanda por trabalhadores rurais nas áreas de café ainda está muito aquecida, com necessidade de mais mão de obra.

Os efeitos do La Niña sobre a próxima safra, o grande problema deve ser a qualidade do café, que deverá ser prejudicada pelo excesso de chuvas. A incidência de doenças nos cafezais, como a ferrugem, deve ter um efeito
menor, pois as plantas agora tem mais resistências ao fungo.

No Vietnã, de grande produção de café do tipo robusta, o La Niña já causa efeitos negativos: como a chuva não está dando trégua nas áreas produtoras, a colheita está paralisada, fazendo com que a comercialização fique prejudicada e o retorno ao trabalho de recolhimento de grãos fique adiado em, aproximadamente, um mês.

Nesse cenário, o preço do café robusta em Londres teve ganhos na semana, com crescimento de 1,59% e atingindo US$1.271/ton, que deve continuar com essa tendência de alta pelo atraso no Vietnã, que é o maior produtor desse tipo de café do mundo.

Nesse cenário, o preço do café robusta em Londres teve ganhos na semana, com crescimento de 1,59% e atingindo US$1.271/ton, que deve continuar com essa tendência de alta pelo atraso no Vietnã, que é o maior produtor desse tipo de café do mundo.

Já o arábica, com as boas notícias acerca das chuvas na região produtora do Brasil, teve sua cotação reduzida, ficando em US$ Cents 105,48/lb. Os estoques certificados cresceram um pouco e ajudaram a manter essa tendência de baixa.

MERCADO INTERNO

As chuvas voltaram ao sudeste brasileiro, mas muita perda já está consolidada pela queima de lavoura, que levou a grãos secos.

Mesmo assim, o Brasil segue batendo recordes de exportação e, como maior produtor mundial de café arábica, acabou gerando um movimento de queda de preços no curto prazo.

Para o conilon, os preços nacionais seguiram a tendência internacional e cresceram na semana.

Como já citado, a exportação segue alta, um pouco abaixo do mesmo período em setembro, mas tendo um outubro histórico. Os pedidos de certificados de origem também estão elevados, mostrando que a exportação deve seguir aquecida.

DÓLAR

O dólar sofreu uma desvalorização na semana e deve continuar em leve queda durante essa semana. Só o recrudescimento da segunda onda de covid-19 na Europa e a instabilidade política no Brasil podem reverter essa tendência.

DESTAQUE DO ANALISTA

Brasil exportando muito café tende a manter os preços baixos no curto prazo, enquanto a tendência para os próximos meses é de menor oferta e aumento nos preços. O momento atual é importante para produtor se capitalizar para não sofrer tanto com a diminuição na produção e o aumento de custos.

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