Iapar investe em pesquisa genética para melhorar a qualidade do café

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) está envolvido em pesquisas para melhorar a qualidade do café paranaense. O objetivo é criar variedades que unam alta produtividade à qualidade da bebida e maior resistências às pragas e doenças.

Para Patrícia Santoro, líder do Programa Café do Iapar, a pesquisa surge por conta da oferta do consumo de cafés especiais, que está em plena expansão no Brasil e no mundo.A ideia dos pesquisadores é desenvolver cultivares que sejam reconhecidas e também alta produtividade. De acordo com o pesquisador do Iapar, Gustavo Sera,as atuais que são reconhecidas no mercado consumidor, são pouco produtivas.

“Dentre os cafeeiros que estamos utilizando para transferir a qualidade de bebida especial e diferenciada estão cafeeiros silvestres da Etiópia e do grupo Sarchimor (Villa Sarchí x Híbrido de Timor)”, explica Gustavo. O objetivo desta iniciativa é desenvolver variedades no Iapar que unam atributos desejáveis para qualidade de bebida como aroma, sabor e acidez com sabores e aromas exóticos como cupuaçu, jasmim, mirtilo, morango e maracujá.

“Estamos desenvolvendo uma cultivar com sabor de cupuaçu, limão siciliano e jasmim derivada da famosa cultivar Geisha, que possui um preço de mercado de cinco a dez vezes mais caro do que os cafeeiros arábicos tradicionais”, explica Sera. Entretanto, essa futura variedade teve ter 40% do potencial produtivo de uma cultivar tradicional, o que deve ser compensado pelo alto preço da saca.

Para que esses objetivos sejam conquistados, o Instituto já vem trabalhando em sistemas agroflorestais com a junção de cafés e árvores, como a seringueira. Essa união busca melhorar a qualidade física dos grãos e da bebida por meio de mudanças no microclima, com redução da temperatura por causa do sombreamento. “Estes estudos, além do clima, envolvem avaliações sobre a nutrição e fisiologia das plantas, fertilidade do solo, incidência de pragas e doenças, fatores que podem ter influência direta ou indireta sobre a qualidade final do café”, explica a pesquisadora do Iapar, Maria Brígida Scholz.

Para levar essas tecnologias ao produtor rural e ao consumidor, o Iapar organiza anualmente, junto a Câmara Setorial do Café e outras instituições parceiras, como a Emater-PR, dois concursos de cafés especiais: Concurso Café Qualidade Paraná e o CUP de Cafés Especiais das Mulheres do Norte Pioneiro.

(Leia a matéria oficial aqui)

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