Selo de Pureza: 30 anos

Prezados leitores e amigos,
Iniciamos uma semana muito importante e marcante para nossa entidade. Estamos comemorando 30 anos do Selo de Pureza ABIC.

Lançado antes mesmo do Código de Defesa do Consumidor, o inédito programa de autorregulamentação, totalmente custeado pelas próprias indústrias, foi um divisor de águas no mercado de café e também, podemos afirmar sem sombra de dúvidas, que foi um marco no comercio de alimentos.

O Programa Permanente de Controle de Pureza – Café torrado e Moído, responsável pela concessão do Selo de Pureza ABIC, foi uma resposta da entidade aos consumidores que, em meados da década de 1980, vinham abandonando o hábito de tomar café, por acreditar que o produto puro era exportado e que o brasileiro só consumia cafés de baixa qualidade, impuros ou com misturas, conforme constatou pesquisa encomendada pela ABIC. 

Para se ter uma ideia da situação o consumo que era de 8 milhões de sacas em 1965, despencou para 6 milhões em 1985.

A ABIC, que sempre foi uma entidade à frente da sua época, tomou a iniciativa de combater essa situação e os resultados são marcantes, com um consumo hoje que ultrapassa os 21 milhões de sacas, um exemplo para outros países produtores e um respeito do consumidor, que afinal é a razão final de nosso trabalho.

Na constante busca pela qualidade a ABIC lança, em 2004, o Programa de Qualidade do Café – PQC, que certifica a qualidade do produto final, por meio de uma metodologia de análise sensorial e classifica os cafés em 4 categorias: Extraforte, Tradicional, Superior e Gourmet. Além de certificar o produto, a empresa é auditada quanto às boas práticas de fabricação de todo o processo de industrialização.

Outro programa da entidade é o de Cafés Sustentáveis do Brasil, que certifica produtos com rastreabilidade assegurada, desde a produção até a industrialização.

Seria impossível citar aqui todos aqueles que ajudaram e trabalharam para a implantação desses programas, porém faço aqui uma homenagem para todos, nas pessoas de Jório Dauster, presidente do IBC na época, dos companheiros Carlos Barcelos Costa, Ewaldo Wachelke, Américo Sato, José Guilherme Lima, e às lideranças dos sindicatos estaduais, e aos funcionários da ABIC. 

Parabéns ABIC. Parabéns Consumidor Brasileiro.

Atenciosamente,
Ricardo Silveira
Presidente

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