Tomar café precisa ser uma experiência marcante

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“O café que você vende não é o mesmo que o consumidor toma”, foi com essa explicação que Eugênio Foganholo, da Mixxer Consultoria, abriu sua participação no 25º Encafé e que teve como objetivo reunir os participantes em grupos a fim de apresentar soluções e ideias criativas para os temas propostos. O especialista explicou que muitas são as variáveis que acarretam essa diferença. Há a qualidade da água, temperatura, tempo do produto na prateleira, se ele oxidou ou não. “Tudo isso impacta na experiência do consumidor”, explica, destacando que a forma de consumo da cápsula, por conta do seu processo, mantém um número maior de variáveis sob controle.

Foganholo também provocou os participantes ao destacar que na cadeia café, sobretudo na indústria, há uma luta cada vez mais intensa para captura de margem entre os canais. “Isso não é porque nosso comprador é maior que a gente. Há outros itens importantes que devem ser observados, como por exemplo, o industrial se perguntar o que ele está criando de valor nesse canal? O que os outros players estão criando de valor?”, explica.

Ao mencionar o tema da agregação de valor, o consultor fez questão de destacar que um caminho é relacionar o tomar café com uma experiência única e citou exemplos de empresas no exterior com abordagens inovadoras. Em Seattle, por exemplo, o formato mais recente criado pela Starbucks é de uma verdadeira indústria. No mesmo local, há uma torrefadora que fabrica e empacota o café, várias áreas de vendas do produto – dos mais simples aos mais sofisticados -, um bar com bebidas, inclusive alcoólicas com café, loja com outros produtos e a marca estampada. “É uma experiência inovadora. Cria um tremendo valor, encanta o consumidor e também os que não são ainda consumidores. Hoje em dia, o mundo em geral está partindo para coisas intangíveis, cada vez mais marca, mais experiência. São esses itens que valorizam os produtos”, ressalta.

Outro aspecto abordado pelo consultor diz respeito às formas de lidar com a crescente concentração do mercado e como sobreviver a ela com rentabilidade. Foganholo lembra que há uma transformação digital em andamento e que os negócios estão indo para outras direções. “Nós não vamos para o online. Nós vivemos no online, isso é uma obrigação da empresa. Porque todas as pessoas estão online”.

Eugênio Foganholo coordenou o grupo de discussão “ Concentração, Agregação de Valor e Qualidade”

Nesse sentido, destaca que na pirâmide das necessidades humanas foram agregados dois itens: wifi e bateria. Com isso, cada vez mais surgem negócios que quebram a cadeia tradicional, como por exemplo, o Uber no setor de transporte. É a maior empresa de transporte e não tem nenhum carro. Ou ainda o Airbnb, maior provedor de acomodação, sem nenhuma propriedade. “São outras formas de operar. Existe uma mudança de paradigma no que marca o valor de mercado. As inovações, nesse caso, são importantes e é preciso ficar atento a elas”, conclui.

os participantes foram divididos em grupos

para debater os temas apresentados e depois…

cada grupo apresentou suas conclusões.

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