ABIC formalizou cooperação com Câmara Peruana, ABICS e Federação dos Cafeicultores do Cerrado

Durante a cerimônia de abertura do 26º Encafé, a Abic firmou três importantes acordos de cooperação e parceria, que marcam a postura da Associação de enfatizar o caminho em direção à melhoria da qualidade dos cafés e a inovação nos trabalhos

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Francisco Sérgio de Assis comenta sobre o acordo firmado com a ABIC

Peru

A entidade assinou acordo de cooperação com a Câmara de Café e Cacau do Peru com o objetivo de aumentar o consumo de café nos dois países por meio de programas de marketing e de ações que melhorem a qualidade do café. O representante peruano, Maynar David Gonzales Cucho, Coordenador de Projetos da Cámara de Café y Cacao do Peru, destacou a importância para seu país de estarem presentes em um encontro com a envergadura do Encafé e disse que ele e seus companheiros estão interessados em aprender “tudo sobre consumo”. “O modelo de trabalho da ABIC é muito valioso e inspirador”. Os peruanos consomem entre 500 e 700 gramas de café/ano. O país está entre os 10 maiores produtores do mundo, mas é o que tem o menor consumo, cerca de 180 mil sacas/ano. Já a produção e exportação giram em torno de 4 milhões de sacas/ano.
Entre os itens do acordo destacamos:
– Promover a aproximação das entidades;
– Adotar e promover protocolos de avaliação da qualidade do café em cada região produtora;
– Estimular e desenvolver programas de marketing que estimulem o consumo;
– Desenvolver campanhas e programas que estimulem a melhoria contínua da qualidade dos cafés.

Maynar David Gonzales Cucho – Coordenador de Projetos da Cámara de Café y Cacao do Peru ressalta a importância dos trabalhos a serem desenvolvidos pelas duas entidades

Cerrado Mineiro

Outro momento importante foi o da assinatura entre a ABIC e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro de uma cooperação técnica que tem como lema: “Unidos pela Qualidade”. Uma conjugação de esforços baseados nos programas de certificações, que se juntam numa sinergia de atuações, com ações entre a indústria de torrefação e os produtores.

Por esse Protocolo de Intenções, as entidades desenvolverão um programa que permita a harmonização de seus respectivos programas de certificação de café, criando uma verdadeira cadeia de custódia que irá assegurar ao consumidor final produtos de origens definidas, de alta qualidade, produzidos e industrializados com responsabilidade social, ambiental e segurança alimentar, caracterizando produtos com os reais conceitos de rastreabilidade garantida.

A ideia surgiu a partir do Programa Trip to Origin, que promoveu o intercâmbio entre indústrias e produtores em duas ocasiões diferentes. Na primeira, torrefadores foram conhecer a lavoura de perto. A segunda foi uma “Rodada de Relacionamento”, quando cooperativas e produtores estiveram no sindicato da indústria de São Paulo. Além da compra e venda de grãos de alta qualidade, esse encontro reforçou o conhecimento das características dos cafés locais, por meio de sessões de cupping.

O Cerrado Mineiro tem 55 municípios, 235 mil hectares de café e cerca de 100 mil ha de café irrigado.

Pedro Guimarães, presidente da ABICS, durante sua fala na abertura do 26º Encafé

ABICS

O terceiro termo de cooperação foi assinado pela ABIC e a ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel). As entidades assinaram documento em que uma filia-se a outra e protagonizaram um momento inédito na história das duas associações. O objetivo é gerar trabalhos e negócios para todas as partes. Pedro Guimarães, presidente da ABICS, disse ver com muita naturalidade essa aproximação, uma vez que a agenda das duas associações sempre esteve muito próxima. “Andamos lado a lado e nos apoiamos. Estamos aqui para promover o consumo do café no Brasil e no mundo, e uma dessas vertentes é o solúvel”. Hoje, o solúvel no Brasil consome 1 milhão de sacas.

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