Café e Covid-19: a transformação no hábito de consumo em tempos de pandemia

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Diante de um cenário atípico, a ABIC reforça a importância da certificação e mostra como a indústria pode se posicionar para com o seu público e superar o atual momento

Assessoria de Comunicação ABIC – Usina da Comunicação

A pandemia de Covid-19, declarada em março pela Organização Mundial da Saúde (OMS), afetou a vida de todos, seja na questão financeira, na privação de contato social, na implementação do home office ou na alteração das prioridades nas despesas. A economia, um dos setores mais impactados pelo novo Coronavírus, sente o peso do fechamento do comércio e da queda drástica no número de vendas.

Indo na contramão dos demais setores da indústria, o agronegócio café registrou um aumento de 35% no consumo do produto no mês de março, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A informação mostra que mesmo diante de uma situação atípica, a bebida, que possui uma taxa de 97% de penetração nos lares, continua sendo uma prioridade na mesa dos brasileiros.

Porém, é importante levar em consideração a maneira como o atual momento transformou o comportamento dos consumidores. O medo da exposição e contaminação faz com que as pessoas passem menos tempo no mercado, priorizando os itens básicos e essenciais. Outra desvantagem é a proibição de ações de experiência que eram promovidas dentro dos estabelecimentos, como por exemplo, as degustações. Isso dificulta a aproximação de potenciais novos clientes com a marca. A consumação fora do lar, que representa 34% do total da produção nacional, também sofre com o fechamento de bares, restaurantes e cafeterias.

“O hábito das pessoas que bebiam o café em casa não foi alterado, o que houve de início foi um medo generalizado de que faltasse café no mercado. Porém, há um esforço muito grande por parte da ABIC e de todos os envolvidos para tranquilizar a população e dizer que não vai faltar café. Continuamos incentivando o uso de cafés especiais, certificados e com qualidade garantida”, afirma Celírio Inácio da Silva, Diretor Executivo da ABIC.

O papel da indústria

Diante do atual cenário, é importante que o setor cafeeiro se una para minimizar o impacto. As indústrias, que estão inseridas nos serviços considerados essenciais, continuam operando normalmente dentro dos padrões estabelecidos pelas autoridades de saúde e adotando o uso de equipamentos adequados e distanciamento necessário.

Em tempos de isolamento, reforçar o posicionamento nas redes sociais é importante. Criar conteúdos digitais, campanhas de comunicação e/ou ações de marketing que estejam alinhados aos valores da empresa são maneiras essenciais de estabelecer uma relação clara e honesta com o público. Oferecer materiais de higienização, como álcool em gel e luvas, protetores de caixas de supermercado, demarcadores de distância no chão e distribuição de máscaras de proteção são algumas iniciativas que ajudam a criar fidelidade com a marca, sem haver a necessidade de estimular diretamente o consumo.

“As marcas vem usando as redes sociais e alguns outros meios como forma de estabelecer contato com o seu consumidor final. O café tem uma ótima penetração nos lares, o que facilita a construção de ações e campanhas que valorizem o seu consumo. De um tempo pra cá, o café deixou de ser apenas um alimento e se tornou um hábito. As empresas perceberam que é importante investir em comunicação para alcançar todos os brasileiros e educá-los sobre os mais variados tipos de café”, frisou Celírio Inácio.

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