Café Puro. Puro Respeito. Há 30 Anos.

Lançado em 30 de agosto de 1989, dois anos antes da criação do Código de Defesa do Consumidor, o Selo de Pureza ABIC comemora 30 anos do resgate da credibilidade do café no Brasil.

Foi responsável pela redução da fraude e adulteração do café no Brasil e, mais do que isso, impulsionou o aumento do consumo interno no País.

Atualmente o Selo de Pureza ABIC é um “case” de sucesso, exemplo para diversos países produtores, e uma demonstração de respeito ao consumidor brasileiro.

Totalmente custeado pelas indústrias, o programa de autorregulamentação realiza, aproximadamente, 5 mil análises por ano, monitorando mais de 1100 marcas de café em todo o território nacional.

Estampado nas embalagens das marcas que, comprovadamente, após análise laboratorial, são produzidas 100% com grãos de café, o Selo de Pureza é um divisor de águas na história da indústria de café no Brasil.

Breve histórico

O cenário, nos anos 1970 e 1980, era caótico. O consumo per capita, que em 1965 era de 4,72 quilos de café torrado e moído por habitante/ano, caiu para 2,27 quilos em 1985, numa clara sinalização que o brasileiro estava deixando de lado o café por causa da baixíssima qualidade e do alto índice de fraudes.

Uma pesquisa de opinião, em 1987, feita pela Vox Populi, mostrou que 67% dos entrevistados achavam que o café era ruim, era misturado; que o bom era exportado e o pior ficava para consumo interno.

Quando o Selo de Pureza foi implantado, mais de 30% das marcas analisadas e comercializadas em todo o País burlavam a legislação, ou com elevado percentual de impureza (cascas e paus que são colhidos junto o café na lavoura) ou com adição de outras substâncias.

Compromisso permanente

Ao longo desses 30 anos o cenário se transformou de forma radical. Atualmente, a ABIC comemora índices ínfimos de marcas fraudadas ou impuras no mercado, e são casos muito isolados.  Os consumidores, por sua vez, responderam positivamente à ação e o consumo hoje ultrapassa os 21 milhões de sacas, que posiciona o Brasil como o segundo mercado consumidor no mundo.

A partir de 2004, ao Selo de Pureza viriam a se juntar novas certificações, como o PQC – Programa de Qualidade do Café, que passou a trabalhar o mercado em categorias de produtos (Extraforte, Tradicional, Superior e Gourmet);  e o PCS – Programa Cafés Sustentáveis do Brasil. A ABIC criou também um programa dirigido aos organismos públicos, o NMQ – Nível Mínimo de Qualidade, cujo objetivo é sensibilizar os órgãos governamentais para que, nas licitações, não se use apenas o critério de menor preço.

Todas essas ações, iniciadas com o Selo de Pureza, primeiro programa setorial de certificação de qualidade de alimentos no Brasil, resultaram em um grande crescimento do mercado

É com imenso orgulho por ter empunhado a bandeira da Pureza e da Qualidade nessa longa caminhada, visando sempre a melhoria contínua do produto ofertado aos consumidores e lutando obcecadamente pelos interesses do nosso setor, abrindo mercados, incentivando a inovação e a busca por novos segmentos de negócio, que a ABIC  reafirma seu compromisso com a qualidade do café.

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