Café: USDA aponta safra recorde de 67,9 milhões de sacas para 2020/21

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Por: Notícias Agrícolas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (28) apontou nesta quinta-feira (28) que a safra de café brasileiro 2020/21 deve atingir o recorde de 67,9 milhões de sacas de 60 kg, indicando assim um aumento de 15% em relação à produção do ano passado. O USDA traz ainda que a boa produção se deve principalmente às boas condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil, destacando ainda o ano de bienalidade alta de produção. 

Para o tipo arábica, o relatório aponta que a produção deverá ficar em torno de 47,8 milhões de sacas de 60kg, com elevação de 17% em comparação com a temporada anteior. A colheita no Brasil começa a ganhar intensidade e segundo os números da Cooxupé, no sul de Minas Gerais, cerca de 6% do café já foi colhido. Apesar das incertezas do mercado com a contratação da mão de obra na pandemia do Coronavírus, nas principais regiões produtoras do país a colheita segue sem maiores problemas, salvo impasses pontuais em algumas propriedades. 

Veja a tabela de estimativa de produção: 

Tabela USDA - Café - 28/05

Já para o Conilon, os números indicam uma produção 20,1 milhões de sacas, com aumento de 1,8 milhão de sacas em comparação com a safra passada. “Os principais estados produtores foram favorecidos por volumes abundantes de chuvas, uso aprimorado de boas práticas de manejo de culturas e mudas clonais”, destaca o relatório.  

USDA prevê ainda um total de exportação em 44,1 milhões de sacas em 2020/21 (julho/junho), com elevação de 12% sobre 2019/20, quando os embarques foram indicados em 36,624 milhões de sacas. O relatório manteve a previsão de consumo no Brasil em 23,53 milhões de sacas, sendo 22,35 milhões de sacas / moídas e 1,18 milhão de sacas de café solúvel, respectivamente. “Apesar da queda projetada no mercado brasileiro Produto Interno Bruto (PIB) para 2020, uma queda de quatro por cento, segundo dados do Brasil Governo, o café tem alta penetração nas famílias brasileiras”, afirma. 

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