Cafés premium são tendência de consumo, de acordo com o Ranking ABAD/Nielsen 2021

A 27a edição da pesquisa, que considerou o ano de 2020, mapeou o abastecimento na pandemia, os novos hábitos de consumo e o processo de adequação das empresas durante o período

tela da coletiva on-line do Ranking ABAD_Nielsen 2021
13/05/2021
Publicado em

A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) divulgou, na manhã do dia 11, o Ranking ABAD/Nielsen 2021, um estudo que mostra como foi o abastecimento na pandemia, os novos hábitos de consumo e o processo de adequação das empresas, bem como os maiores negócios por estado, os números do setor e os aspectos do mercado de distribuição. Para realizar o mapeamento, a ABAD contou com o apoio da Nielsen

Durante a apresentação dos dados, Nelson Barrizzelli, professor da Universidade de São Paulo (USP), destacou a importância do café para o varejo, apontando um crescimento exponencial na procura pelo produto, cuja explicação é a baixa nos estoques internacionais. Ele ainda afirmou que este mercado está aquecido. O ranking também sinalizou para um crescimento na busca por cafés de categoria premium durante a quarentena

Pandemia gera mudanças de comportamento

Embora 2020, ano base do levantamento, tenha sido atípico por causa da pandemia da Covid-19, o setor Atacado Distribuidor contribuiu com mais de R$ 287 bilhões para o faturamento geral do consumo no Brasil. O e-commerce, por exemplo, que já registrava altos índices de preferência nos últimos anos, foi bastante utilizado durante o período de isolamento social, o que refletiu em um aumento de 41% e totalizou R$ 87 bilhões em vendas no ano passado.

O estudo também revelou mudanças no comportamento dos consumidores. O medo do contágio fez com que o movimento abastecedor (estoque de alimentos em casa) ganhasse força e que as idas aos supermercados e estabelecimentos comerciais diminuíssem. Por outro lado, passar mais tempo em casa fez com que muitas pessoas desenvolvessem novos hábitos e buscassem novas experiências. O atacado de autosserviço, que vende produtos em grandes e em pequenas quantidades, foi o canal que mais cresceu no período, contribuindo com 19,3% do consumo total.

Para 2021, os principais desafios do setor serão: garantir o fluxo de compras sem a presença física do consumidor, entender a melhor forma de apoiar o varejista e lidar com a inflação dos alimentos e com a competitividade entre os diferentes canais.

Atuação em escala nacional

O Ranking ABAD/Nielsen 2021 também apresentou dados sobre a atuação nacional dos atacadistas. De acordo com a pesquisa, 1% atua em todos os estados (39,6% do total de vendas), 4% atuam em dez ou mais estados (44,4% do total de vendas) e 53% atuam em apenas um estado (19,8% do total de vendas). Em média, cada atacadista está presente em três estados

Já no quesito faturamento por região de atuação, o Sudeste é o que mais se destaca, com 30,6% do total. Em seguida, está o Nordeste, com 27,4%, o Sul, com 14,9%, o Centro Oeste, com 14,4% e, por último, o Norte, com 12,6%. 

Tendências de consumo para 2021

O levantamento também mostrou uma expectativa otimista do setor para a economia em 2021. A tendência de manutenção no número de fornecedores e a possibilidade de maiores investimentos no e-commerce sustentam essa afirmativa. Em relação ao consumo, o mapeamento da ABAD revelou novos hábitos de consumo, como: diminuição nas idas aos pontos de vendas, segmentos premium de produtos como café, cerveja e chocolate estão em alta, escolha de marcas de confiança e aumento na procura por itens de higiene, beleza e limpeza

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Redação: Usina da Comunicação.

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