Cerrado mineiro terá boa safra de café

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Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

Minas Gerais é o maior produtor de café arábica do País e, nesta safra, será responsável por colher de  30 a 32 milhões de sacas, representando 75% da produção total brasileira, de acordo com boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O Estado possui quatro regiões produtoras: Sul, Norte, Zona da Mata e Cerrado. Nesta última que compreende Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste, a estimativa de produção é de 6,4 milhões de sacas. Há estimativa de aumento de área, de produtividade média e de produção, com um aumento de 26,6% a 32,3% em relação a 2019. A produtividade média nessa região poderá alcançar o volume de mais de 31,4 sacas por hectare, com um avanço de 27%. Nas áreas de produção, os números apresentam ainda um aumento de 4,2%, passando de 185,6 mil hectares, em 2019, para 193,4 mil hectares, em 2020.

Apesar da previsão estar abaixo das 8 milhões de sacas previstas para este ano na região do Cerrado Mineiro, os números esperados para 2020 superam 2019, quando a produção foi de 4,59 milhões de sacas.

Fatores climáticos no ano passado levaram a uma demora na maturação do fruto e, com isso, nesse ano, alguns produtores iniciaram a colheita um pouco mais tarde. O fato em nada abalou a expectativa dos produtores, que veem nesta safra uma oportunidade de aumento na qualidade dos grãos.

“O ano de 2020 está espetacular. As chuvas estão vindo em condições amenas, favoráveis. Associadas às adubações que fazemos durante todo o período de produção, fizeram com que os cafeeiros respondessem muito bem, inclusive mostrando um crescimento muito grande de ramos que seria procedente para safra 2021”, afirmou cooperado da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocaccer), Osmar Nunes.

Para o Diretor Superintendente da Expocaccer, Simão Pedro de Lima, a produção esperada para 2020 está muito próxima à de 2018, possibilitando que os produtores do Cerrado Mineiro honrem seus compromissos com exportação e consumo interno e alcancem preços competitivos. “O preço do café está bom. Houve uma alta significativa em bolsa, favorecida pela alta do dólar e pela especulação econômica mundial em função da situação pandêmica pela qual passamos. Isso afetou cotações em bolsa elevando o preço do café”, contou.

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