Como sua marca pode se posicionar na era digital

Palestra do 26º Encafé abordou a importância dos influenciadores digitais e como o mercado de bebidas como o café pode se beneficiar desse movimento. Por Milena Prado das Neves

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Você tem perfil em alguma rede social? Checou ou enviou alguma mensagem no WhatsApp hoje? Fez algum post? Então você pode ser um possível influenciador digital! Foi assim que Cynthia Antonaccio, fundadora da Equilibrium Latam, agência de marketing digital com foco em saúde, iniciou sua palestra “Influenciadores digitais para a indústria do café”, fazendo uma provocação com os participantes para que pudessem se enxergar no papel de influenciadores digitais que são.

A cada slide passado por Cynthia, um novo paradigma era quebrado e ficava evidente que o meio digital e a publicidade gerada são irreversíveis. Esse meio já superou a TV dentre as mídias que recebem maior investimento em publicidade: atualmente representa 41%, com expectativa de atingir a marca de 50% já em 2023. O público jovem tem utilizado o universo digital cada vez mais, não somente para diversão mas também para consumo: o Serasa Experian divulgou que as projeções de crescimento do e-commerce no País é de 15% para 2019. “Fora do Brasil já é comum a compra de alimentos pela internet e essa tendência está chegando aqui”, alertou a especialista.

Como fazer parte dessas estatísticas?

Estando presente nessas plataformas! Dados da Nielsen apontam que as pessoas compram não porque uma celebridade manda, mas porque sua família e amigos recomendam: 92% confiam em recomendações de conhecidos e 70% nas experiências postadas por colegas online. E para tanto, não é preciso investir em famosos ou grandes influenciadores digitais, os chamados microinfluenciadores estão aí para cumprir o papel e discurso que antes era da vizinha, da colega ou daquela pessoa influente no colégio ou na academia. “É preciso mapear e entender quem seriam os microinfluenciadores que têm mais sinergia com a sua marca, que falem com o público que você deseja atingir, desde nutricionistas a foodlovers. São as pessoas normais que têm até 100k de seguidores, que postam seu dia a dia , falam sobre suas preferências e, mais do que isso, dão recomendações”, explicou Cynthia.

Profissionais da saúde são outro grupo de influenciadores que fazem bem o papel de recomendadores – principalmente quando falamos de um produto como o café. “De forma geral, nutricionistas não ‘desrecomendam’ o consumo da bebida. Pelo contrário, muitos utilizam as redes sociais para mostrar suas doses diárias do cafezinho, mostrando que ele faz parte de uma alimentação saudável e equilibrada – e eles podem fazer isso usando a sua marca de café”, comentou.

Também é preciso fazer um trabalho de curadoria de conteúdo, apresentando informações relevantes sobre o seu produto. “Dicas sobre o consumo do café, como dados nutricionais, curiosidades e todos os benefícios que a bebida traz para quem bebe. Indo também além disso, entendendo que nutrição hoje em dia é falar sobre naturalidade”, afirmou a especialista, explicando que a nova febre é divulgar que um produto é natural, que ele é “livre de” (conservantes, lactose, açúcar e tudo o mais) e quem sabe até promover a bandeira da sustentabilidade.

Entender que comer (ou beber) é um ato biopsicosocialcultural é fundamental. “Isso quer dizer que é preciso pensar em conteúdos relevantes e tornar o seu produto altamente “instagramável”, ou seja, algo que o seu consumidor queira postar e compartilhar. Mais do que uma questão biológica, psicológica, social ou cultural, comer e beber é um ato que todos fazem”, reforçou Cynthia.

Por esse motivo, grandes supermercados têm investido em sites e canais de receitas de comidas e bebidas. Cynthia explicou que, atualmente, 40% do bigdata é desse tipo de conteúdo, por isso ela sugere que os participantes postem receitas, façam parcerias com empresas de utensílios de cozinha e divulguem muito material que as pessoas queiram interagir e compartilhar.
“É preciso ser corporativo e inovador, achar o ponto de equilíbrio para que as imagens e os vídeos sejam motivo de inspiração e conduzam para um engajamento orgânico e natural e que também remetam à sua marca e identidade”, disse. Mais do que curtidas e follows, engaje por meio da recomendação – a boa e velha dica dos amigos nunca falhou e ainda não falha, só passou a acontecer via mídias digitais.

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