Cresce o consumo de café em casa durante a pandemia

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Mesmo mantendo a preferência do consumidor, indústria cafeeira acredita que existe a possibilidade de crise retardar a retomada do setor

Queridinho dos brasileiros, o café segue firme na escolha dos consumidores. Mesmo com o fechamento das cafeterias em meio à pandemia do novo coronavírus, o consumo pela bebida cresceu 35% em março, de acordo com as informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Para o presidente da associação, Ricardo de Sousa Silveira, a alta na procura pela bebida também se deve pela corrida dos consumidores aos mercados e o crescimento nas vendas, principalmente de produtos considerados commodities, como arroz, feijão, café, açúcar e farinha.

“Essa corrida de curto prazo compensou a queda vertiginosa do consumo de café fora de casa. A expectativa para os próximos meses é de uma manutenção dos níveis, com leve redução na busca pelo produto nos pontos de venda, pois serão utilizados os estoques mantidos nas casas dos consumidores”.

O setor também registrou alta na venda de cápsula, explica Silveira. “Segundo a 2º edição do Termômetro de Consumo da consultoria global Kantar, por conta do novo cenário de isolamento social, houve um aumento de 7% no consumo de bebidas de auto preparo como cápsulas de café e chá”.

Crise à vista?

Mesmo mantendo a preferência do consumidor, a indústria cafeeira acredita que existe a possibilidade de uma crise retardar a retomada do setor, com o prolongamento da quarentena.

“Cafeterias, hotelaria e restaurantes estão sendo muito afetados pela pandemia. O consumo dentro do lar não irá compensar a falta de consumo fora dele. Há também preocupação que a quarentena se prolongue por mais tempo, podendo interferir no deslocamento de mão de obra, atrasando a colheita que se inicia no próximo mês, apesar de termos muitas propriedades com colheita mecanizada, que pode compensar um pouco a falta de trabalho em meio à pandemia”.

Saúde dos trabalhadores

Em relação às recomendações de segurança por conta da covid-19, Silveira garante que a indústria de café tem seguido as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da doença nos locais de trabalho. “Reforçamos as práticas sanitárias e as medidas de proteção aos colaboradores e fornecedores. O nosso parque industrial é altamente automatizado com pouco contato físico com a matéria-prima ao produto final”.

Quem também mudou a rotina de trabalho é o Grupo 3 Corações. De acordo com assessoria de comunicação, a empresa criou uma equipe multidisciplinar para definir estratégias e iniciativas de prevenção que causem o menor impacto na rotina de trabalho das áreas, além de receber e analisar dúvidas dos colaboradores.

FONTE – Estadão Empresa Mais – https://publicacoes.estadao.com.br/empresasmais2019/setor/commodity/

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