Inovação e aceleração digital: o impacto positivo da Covid-19 no varejo brasileiro é destaque na segunda edição do ABIC Convida

Apesar da grave crise mundial de saúde, a pandemia inspirou o setor a pensar fora da caixa, investir em novas plataformas de venda e se aproximar ainda mais do consumidor

O projeto ABIC Convida, desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), segue a todo vapor! A segunda edição da série de lives, que tem como objetivo fornecer conteúdos relevantes sobre o universo do agronegócio café, aconteceu no dia 30/07, e recebeu Alberto Serrentino, consultor em varejo e consumo e fundador da Varese Retail. Mediado por Celírio Inácio da Silva, Diretor Executivo da ABIC, o evento on-line abordou temas como varejo, consumo e as transformações causadas pela Covid-19 na indústria cafeeira.

A pandemia impactou, e segue transformando, de maneira permanente a realidade do mundo. Além da triste crise de saúde causada pela doença, as consequências econômicas foram graves. Porém, Serrentino iniciou o debate explicando que os setores não foram afetados de maneira homogênea. No Brasil, o varejo encolheu 26% em relação aos seis primeiros meses do ano anterior, já os restaurantes, sofreram uma queda de 60% no faturamento. Em contrapartida, os mercados obtiveram um crescimento de 16%.

Ao analisar a situação individual de cada localidade, também é possível constatar que os efeitos do vírus não foram iguais em todo o país. Nos lugares onde a taxa de contaminação permanece em alta, como alguns estados do Nordeste e do Sul, a retomada acontecerá de forma ainda mais lenta, prejudicando o desenvolvimento geral da nação e contribuindo para a disparidade socioeconômica entre as regiões.

“É uma situação que não possui manual. Além do problema de saúde pública, enfrentamos uma grave crise financeira. No biênio 2015-2016, o Brasil queimou dois milhões e meio de empregos. Em 2020, desde o início do ano, mais de um milhão de empregos foram perdidos. A situação só não está pior por causa do auxílio emergencial, que distribuiu 250 milhões de reais e amparou 43% da população nacional”, pontuou Serrentino.

Oportunidades em meio à crise

Diante de um cenário tão adverso, o mercado está sendo forçado a se reinventar e buscar novas plataformas de venda para diminuir o prejuízo. A pressão faz com que muitas empresas estejam inovando e evoluindo os seus processos, diminuindo a burocracia e repensando suas formas de atuação. Vai demorar até que o ritmo de consumo volte ao normal, o que significa que somente as marcas que entenderem os novos comportamentos irão resistir.

Ao mesmo tempo em que o setor de calçados e roupas está em baixa, as lojas que vendem produtos para casa e decoração registraram um aumento significativo nas vendas. O especialista ressaltou a importância de um líder competente em tempos de pandemia e também defendeu a necessidade de experimentar e se aventurar em novos caminhos. Aplicativos, e-commerce, marketplace, novas formas de marketing e base de dados para contato direto com clientes são algumas soluções que podem salvar o negócio.

“A realidade mudou e o mercado vai se adaptar. É normal sentir medo em um primeiro momento. Hoje, há um crescimento forte nos canais digitais. As pessoas estão respondendo bem e é necessário que as empresas estejam próximas dos clientes para perceberem quais tendências são passageiras e quais vieram para ficar. Outro ponto importante é a aceleração tecnológica que estamos sofrendo, cinco anos em cinco meses. As iniciativas digitais estão sendo o diferencial para os negócios”, disse.

A importância do agronegócio para a retomada

Segundo o consultor, o agronegócio é uma fortaleza para o país e precisa estar entre as prioridades do poder público quando se pensa em investimento e incentivo. É o Brasil que não tem crise, exporta e gera empregos. Por mais que a pandemia esteja afetando diversas esferas, é preciso considerar como esse setor se manteve produtivo e resistente. Serrentino ainda destacou a importância do café para o mercado nacional: “é um item de valor básico e está presente na lista de todos os brasileiros”.

Assessoria de Comunicação ABIC – Usina da Comunicação

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