Projeto ABIC EDUCA realiza workshop “Entidades Debatem o Cenário de Mercado de Café”

Setor passa por momento desafiador

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Crédito: Freepik
16/06/2021
Publicado em

A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) realizou na última quinta-feira (10/06) o workshop “Entidades Debatem o Cenário de Mercado de Café”, de maneira remota. O evento foi mediado pelo consultor de mercado de café Marcus Magalhães. Ricardo Silveira, presidente da ABIC; Celírio Inácio, diretor executivo da ABIC; Aguinaldo Lima, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS) e Marcos Matos, diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) compuseram a mesa virtual.

O presidente, Ricardo Silveira, iniciou o debate agradecendo a presença de todos inscritos, dos debatedores e salientou que o mercado de café vive um momento delicado, mas com solução. “Precisamos debater, conversar e trocar ideias. Desta forma, vamos chegar a um denominador comum para todos”.

Cenário atual do mercado de café

Em seguida, Celírio Inácio apresentou um panorama da parte industrial no cenário do café. Alguns pontos merecem destaques em 2021: estimativa de produção baixa (com uma queda de 22,6% em relação ano anterior), indústrias sinalizando dificuldade no abastecimento e na qualidade, preço da matéria-prima muito acima do padrão habitual e grande dificuldade no repasse do preço para o varejo.

“O problema na questão do preço está relacionado a nossa falta de postura diante do varejo. Os custos em relação ao preço oferecido não são capazes de sustentar uma empresa de forma saudável. Chamo a atenção que todo o trabalho feito por vocês e pela ABIC em aumentar o consumo passou pela questão da qualidade. Temos a tarefa de entender todo o cenário para encontrarmos coletivamente uma saída”, salienta Inácio.

Os desafios do dia a dia no setor solúvel e, também, no de torrefação foram comentados pelo diretor da ABICS. Na visão de Aguinaldo Lima, o olhar de esperança é o aumento do consumo interno e externo nas indústrias de solúvel e de torrefação, em 2020, mesmo com a pandemia. O momento é preocupante e interessante simultaneamente. O receio não passa por falta de matéria prima, a safra foi menor, mas atende a demanda. A preocupação é pela diminuição da competitividade externa. Na questão da seca fica uma incógnita, pois a seca afetou muito o arábica, já o conilon foi pouco afetado. Esse ano há uma excelente safra de conilon, já a arábica apresentará prejuízo. 

“Em 2021, a exportação no solúvel teve um ligeiro crescimento, no mercado interno projetamos um crescimento de 5% e vem se mantendo. O solúvel terá uma situação um pouco mais confortável, pois trabalha meio long. Já está tudo comprado por parte do mercado interno e externo. A indústria é muito dinâmica, já estamos fazendo negócio para 2022. Vem uma pressão grande de fora uma vez que estamos em pé de igualdade com outros fornecedores mundiais. Com isso, a disputa por preços fica mais aguerrida. Preocupa, entretanto, vejo isso com otimismo. O setor de torrefação sente-se mais pressionado com toda razão, pois vive entre o fornecimento da matéria-prima e os seus clientes, os grandes grupos de varejo. No solúvel, a pressão e a preocupação são menores, pois trabalhamos com contratos mais alongados e isso favorece o desempenho”, explica o diretor de relações institucionais da ABICS. 

De olho no futuro

Projetando o futuro, o diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, além de apresentar o bom desempenho das exportações, destacou que o Brasil precisa atentar para o aspecto logístico. “Nosso país tem dimensão continental. Precisamos nos modernizar a fim de não perdermos as grandes ondas. Esse aspecto afeta nossas exportações. Precisamos continuar mostrando para o mundo que o café no Brasil é um grande case de sucesso e, também, atender nosso mercado interno, um orgulho nacional”.

Segundo o Presidente da ABIC, Ricardo Silveira, o cenário é preocupante, todos devem rever seus custos, mas muita atenção para não comprometer a qualidade do produto. Ele ainda destacou o quanto é  importante ampliar o diálogo entre os elos da cadeia e, principalmente, um posicionamento forte da indústria para com o varejo. A ABIC aposta no debate. Para a Associação, só dessa forma será encontrado o melhor caminho. 

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Redação: Usina da Comunicação

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