COAMO: Café Coamo, do campo à industrialização

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A tradição de produzir café é mantida firmemente há pelo menos três gerações na família do cooperado Guilherme Galeriani Neto, de Corumbataí do Sul (Centro-Oeste do Paraná). Com 46 anos de idade, ele recorda que cultivar a bebida faz parte da sua história do pai e do falecido avô. Um trabalho desenvolvido há mais de 50 anos aos arredores da chácara Santa Teresinha, de propriedade da família. “Eu nasci aqui e desde então vivo do café. Cultivo essa lavoura, assim como meu pai e avô. É muito prazeroso produzir café e espero produzi-lo até quando a saúde permitir”, afirma.

Brilho nos olhos – Apaixonado pela bebida, não esconde o brilho nos olhos quando fala da sua experiência de vida com o café. “É uma lavoura mágica, especial. Quem produz sabe o que estou dizendo. Ela encanta desde a florada até a colheita. O café era o ouro preto do passado no Paraná e com ele consegui formar e sustentar minha família. Quase tudo que tenho conquistei com ele”, revela Guilherme.

Coamo – Se no campo existe uma paixão comum dos cooperados pela produção de café, na Coamo a atividade é valorizada e levada em consideração na industrialização da bebida. Afinal de contas, o café faz parte da vida dos brasileiros e começar o dia muito bem para muita gente, passa necessariamente por tomar uma xícara de café. O aroma então, nem se discute. Aquele cheirinho de café que acabou de ficar pronto é um convite irrecusável para um momento agradável.

No portfólio- A verdade é que o café conquista a cada ano milhares de novos consumidores e, por isso, na linha de produção de alimentos da cooperativa, o café faz parte do portifólio de produtos há mais de duas décadas. “Há cerca de 22 anos, a Coamo passou a industrializar a produção dos cooperados. No início, este trabalho era terceirizado, feito por uma empresa parceira. Tínhamos somente uma linha de café que era o Coamo Tradicional. Passados alguns anos a diretoria resolveu investir mais na bebida. Em 2009, foi inaugurada a indústria de torrefação. Hoje temos três marcas e categorias de cafés. O Coamo Tradicional foi o pioneiro, depois vieram as linhas Extra Forte, Coamo, Sollus e o Duallis, além do café Coamo Premium na categoria superior, para atender a linha de cafeterias”, destaca Wanderlei Aparecido da Silva, chefe do departamento de Torrefação de Café.

Especialista – Há mais de 30 anos trabalhando na área, ele é um especialista da bebida, e garante que a qualidade para a finalização de um bom produto na indústria começa no campo. “O manejo é que determinará a qualidade final. Por isso, é preciso muita técnica e capricho no cultivo, nos tratos culturais, na colheita e, depois, no terreiro ao finalizar o grão para entregar. Todos os processos são importantes”, alerta.

Técnicos especializados – Ele lembra que a cooperativa tem técnicos especializados na área de degustação, cuja responsabilidade é tratar o produto com o devido respeito. “O objetivo é analisar a qualidade do grão com cuidado, pois isso remunera o produtor. Procuramos avaliar com critérios bem definidos para extrair o que há de melhor no café”, diz.

Provadores – Ao chegar na indústria da Coamo, cada lote de café é torrado e degustado pelos provadores. Um processo que determina a qualidade da bebida. “Depois que tiramos este mix fazemos uma blendagem (aferição de qualidade da bebida) para ver se atende ao padrão de café que vamos industrializar. O produto é condicionado em armazém para a composição do blend [combinação de diversos grãos de café]. Depois disso, é que ele vem para a torrefação e envase”, explica.

Como é o processo de industrialização – O mercado busca excelência em todos os grãos, para valorizar o trabalho do produtor, dos colhedores e torrefadores, até serem apreciados pelos consumidores como uma experiência sensorial única. Essa busca pela perfeição é interminável em qualquer ramo, e no mundo dos cafés não é diferente. Encontrar grãos excepcionais é uma tarefa difícil, pois cada grão possui personalidade e características únicas. O mesmo lote pode sair diferente de uma safra para outra. Para contornar essas variações da natureza e chegar em uma oferta mais consistente, a solução é o blend.

Recepção – Na Coamo, o café é recebido nas unidades em coco e/ou beneficiado, e são pagos aos associados conforme a classificação de tipos e bebida. Todos os cafés recebidos têm amostras enviadas para a prova e logo após a classificação e degustação é digitado o resultado de qualidade. Em posse das informações, a unidade imprimi a nota de pesagem e segrega o café conforme a qualidade.

Sabor premiado – A qualidade apontada por Wanderlei Silva e a origem, aliados ao sabor e aroma marcante, garantem posição de destaque aos Cafés Coamo no ranking das 100 maiores indústrias de café do Brasil, que fazem parte da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Em relação ao mais recente ranking, a Coamo subiu dez posições e ocupa a 19ª colocação. Trata-se de uma marca comemorada pela cooperativa, uma vez que, compete com empresas multinacionais e nacionais e com tradição no mercado cafeeiro.

Exigentes – No levantamento da Abic, os consumidores brasileiros estão mais exigentes com relação a qualidade. Isso é resultado de mais conhecimento sobre cafés, suas características e suas diferenças por formas de preparo. A Abic iniciou em 2004 um inédito programa de certificação de qualidade, o PQC – Programa de Qualidade do Café, que certifica e monitora a qualidade das marcas que aderem ao programa e são destacadas por um selo que garante ao consumidor o tipo Extra Forte, Tradicional, Superior ou Gourmet.

Selo de Pureza – Todos os cafés que compõem a linha da Coamo são reconhecidos e contam com os Selos de Pureza e Qualidade da Abic, têm a certificação do PQC – Programa de Qualidade da Abic e, também, levam o Selo de Origem de Produto de Cooperativa. São cafés fabricados a partir de matéria-prima selecionada, que garante uma bebida com aroma e sabor marcante. (Imprensa Coamo)

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