Nestlé Brasil obtém certificação halal

CEIA DE NATAL (15)

A empresa recebeu o certificado para o seu creme de leite. O próximo produto será o café solúvel. O selo prova que o produto está apto para o consumo pelos muçulmanos.

A Nestlé do Brasil acaba de obter a certificação halal para o seu creme de leite. Com isso, o produto torna-se apto para consumo dos muçulmanos e, consequentemente, facilita a venda nos países onde há forte presença islâmica, entre eles os árabes. O próximo produto a receber o selo halal deverá ser o Nescafé, o café solúvel da marca.

A partir daí, outros produtos também devem entrar no processo de certificação, que deverá ser feito em fases. “O setor industrial envolve segurança alimentar, com a investigação de todos os insumos que compõe o produto”, explica Dib Ahmad Al Tarrass, gestor de desenvolvimento do núcleo halal do setor industrial da Central Islâmica Brasileira de Alimentos Halal (Cibal Halal), que certificou o creme de leite.

A Cibal é o braço operacional da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras). Para Tarrass, o fato de a Nestlé Brasil estar entre as empresas que oferecem produtos com o selo halal fortalece “o marketing comercial para que a indústria possa se destacar no mercado externo”.

Ele afirma não saber ainda quais os próximos passos da companhia após a certificação dos dois produtos mencionados, mas diz que “a tendência é de que toda a linha Nestlé esteja habilitada em cerca de dois anos”. A multinacional não deu mais informações sobre o tema, apenas confirmou a certificação.

O selo halal indica que o produto foi produzido dentro das leis islâmicas. No caso de produtos industriais, a certificação mostra que, entre seus componentes, não há qualquer insumo considerado ilícito para o consumo de um muçulmano, como substâncias extraídas de porcos, por exemplo.

No Brasil, a certificação é procurada por muitos frigoríficos exportadores de carne bovina e de aves, para que o abate dos animais seja feito dentro das normas da religião islâmica, condição fundamental para a venda ao mercado muçulmano.

fonte: Agência de Notícias Brasil Árabe – Aurea Santos

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