Qualidade dos canéforas de Rondônia impressiona e ganha destaque

Foto espécie canéfora
09/04/2021
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Desde que apareceu pela primeira vez no 16º Concurso ABIC de Qualidade do Café (https://www.abic.com.br/16concursonacional/), safra 2019, a produção de canéforas evidenciou um fato já conhecido por quem acompanha o mercado de café: a qualidade dos robustas amazônicos impressiona nos últimos 10 anos.

A produção está quase totalmente localizada em Rondônia, em uma região do centro-sul do estado que reúne 15 municípios e cerca de 80% das áreas cultivadas. Desde que chegou à Amazônia, levado por imigrantes capixabas, esse tipo de café passou por várias fases, mas a última década foi decisiva para o bom desempenho.

“Há 10 anos trabalhamos a qualidade sob uma ótica diferente. Fizemos uma conscientização dos produtores, trabalhamos com transferência de tecnologia, eles empregaram novas técnicas e o pós-colheita evoluiu muito. Com isso, nos últimos seis anos, essa espécie passou a florescer mais”, explica Enrique Alves, pesquisador da Embrapa (https://www.embrapa.br/).

Café na AmazôniaA história conta que as primeiras mudas de canéfora chegaram ao Brasil em 1912, mas foi só nos anos 1970 que foram parar no Norte do Brasil, levados por imigrantes do Espírito Santo que se transferiram para a região Amazônica, incentivados por um plano de ocupação criado pelo Governo Militar.

A partir de 1990, a Embrapa (https://www.embrapa.br/) passou também a incentivar a plantação de canéfora, por meio de um programa que repassava mudas da espécie para as secretarias de agricultura dos estados, e elas transferiam para os produtores. A produção explodiu quando, a partir de 2010, os produtores descobriram que a clonagem técnica aumentava os ganhos de escala e mantinha a qualidade dos canéforas.

“As espécies também começaram a florescer por conta das condições climáticas e de solo favoráveis. Hoje em dia, Rondônia produz 97% do café da região Amazônica e posso dizer que quase 100% da produção é de canéforas”, detalha Enrique. Em relação à produção total nacional, a Amazônia está em quinto lugar entre os produtores.

O avanço dos canéforas rendeu posições de destaque nos 16º (https://www.abic.com.br/16concursonacional/) e 17º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café (https://www.abic.com.br/concursonacional/), realizados em 2020 e 2021, em relação às safras dos anos anteriores. Um dos destaques deste ano foi o produtor Juan Travain de Souza, da propriedade Selva Park, de Cacoal (RO).  

“Participar do concurso é importante para a região porque a ABIC é uma instituição respeitada e esse reconhecimento é fundamental para quem trabalha com café”, exalta Enrique.      

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