EVENTO PROMOVE DESAFIO DE TORRA

Roaster Camp of Brazil traz time de campeões mundiais para curso em Londrina

O ser humano é competitivo. Essa característica está cada vez mais evidente na contemporaneidade, mas quando ela é aliada à informação e aprendizado o resultado tende a ser muito enriquecedor. Essa é a ideia do desafio, uma das iniciativas que faz parte do Roaster Camp of Brazil, um encontro de formação destinado a torradores e interessados em torra. O evento, com cursos ministrados por convidados internacionais e palestras, acontecerá de 22 a 29 de julho, no IAPAR, em Londrina (PR), e é inspirado em um similar realizado há muitos anos pela Specialty Coffee Association (SCA) nos Estados Unidos e na Europa. O Roaster Camp of Brazil está sendo promovido e organizado pela Brazilian Coffee Academy, braço educacional da Capricórnio Coffees, que tem um trabalho voltado à promoção da cadeia de valor de cafés especiais, e conta com apoio da ABIC.

“Eu participo do evento da SCA há muitos anos. Nesses encontros de torradores, além de palestras, há uma competição de cunho educacional, que permite a troca de experiência e conhecimento. Também é uma oportunidade em que eu posso acessar vários equipamentos que não tem no Brasil. Sempre aprendi muito sobre torra, sobre máquinas e conheci muitas pessoas”, destaca Edgard Bressani, um dos sócios da Capricórnio Coffees, uma das patrocinadoras do evento internacional realizado pela SCA.

“Por sermos patrocinadores, temos a oportunidade de trazer para o Brasil os quatro primeiros colocados no campeonato mundial de torra de 2017”, revela Bressani. Essa facilidade, aliada ao reconhecimento dos benefícios do formato do Guild (que em inglês quer dizer clube, união, grêmio) International, levou a Capricórnio Coffees a realizar, pela primeira vez, um evento similar no Brasil, mantendo a ideia de um encontro de formação acompanhado de um desafio, que estimula também o aprendizado e a interação.

Edgard Bressani, da Capricórnio Coffees

No cenário brasileiro de torrefação, falar de qualidade pressupõe estar perto da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que ao longo dos seus 45 anos de história, se estabeleceu como uma defensora contumaz da melhoria da qualidade do café torrado brasileiro. Bressani revela que essa característica da entidade a colocou como uma parceira fundamental. “Quando pensamos em quem chamar para estar conosco, pensamos imediatamente na ABIC pela sua atuação no setor e por estar sempre aberta a coisas diferentes”, explica.

E aí entra o famoso conceito de sincronicidade, ou seja, de coincidência significativa. Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC conta que, juntamente com o presidente da entidade, procurou Bressani com o objetivo de desenvolver mais atividades na direção dos cafés de qualidade, aprofundando ainda mais a questão da especialidade porque o consumidor brasileiro está interessado nesse tema, ele está pedindo isso. O que ouviram de Bressani foi a iniciativa do Roasters Camp of Brazil e o apoio veio imediatamente.

Reconhecidamente um apaixonando pelo café, Herszkowicz destaca que iniciativas como a da Capricórnio Coffees são importantes para consolidar a formação e a figura do torrador. “Eles são os intérpretes do grão. Eles interpretam as reações dos grãos de café que traduzem os pontos mais corretos de formação do sabor, dos melhores aromas, que se transformam no corpo, na fragrância do café. O objetivo do trabalho deles é transformar a excelência dos grãos em bebidas de excelência”.

O diretor-executivo ressalta que a formação é um aspecto muito importante desses profissionais, daí a importância desse evento pioneiro, que promove também a troca de experiências com profissionais de altíssimo nível internacional. Herszkowicz lembra também que, embora o Brasil não use a nomenclatura “mestre de torra”, esse profissional existe e tem formação. “Há diversos cursos livres de dois a três anos promovidos por cafeterias e também por sindicatos”. Cita, entre outros, o Curso de Ciência da Torra do Café oferecido pelo Centro de Pesquisa e Preparação do Café do Sindicado das Indústrias de Café de São Paulo, “já formou muita gente boa, muitos profissionais diferenciados”.

Formato do Roaster Camp of Brazil

Com uma programação com cursos intensos e intensivos, permeado de muita prática, e ministrados por nomes de renome no cenário internacional da torra do café, o Roaster Camp of Brazil tem como ponto alto o desafio entre equipes. A atividade reúne 50 pessoas divididas em cinco grupos. As equipes recebem um desafio relacionado a um aspecto de torra de café e se reúnem para desenvolvê-lo e submetê-lo ao corpo de jurados. “As equipes mesclam pessoas jovens, que começaram a pouco tempo, com pessoas mais experientes”, explica Bressani. As 30 primeiras vagas do desafio estão reservadas para os 30 participantes do curso.

A Australiana Muki Yeung fará o curso fundamentos da torra

Cronograma:

22 de julho – Curso Fundamentos da Torra – com Muki Yeung, da Austrália, e Luiz Saldanha, Brasil • 5 horas • Curso básico para nivelamento dos participantes • 15 vagas

23 a 26 de julho – Curso Expressões da Torra – com Anne Cooper, da Austrália • 30 vagas • 30 horas • Duas turmas distintas em horários diferentes (manhã e tarde), enquanto uma torra, a outra prova os cafés • 2 turmas de 15 pessoas cada

27 a 29 de julho – Desafio entre Torradores com a presença do Campeão Mundial de Torra do WCE – Rubens Gardelli e outros campeões • 50 participantes • 5 equipes • 10 pessoas cada equipe

Maiores informações no site: www.roasterguildofbrazil.com.br

Compartilhar:

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *