Qualidade e segurança alimentar: a importância de escolher cafés certificados pela ABIC

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Café com impureza é prejudicial à saúde

Desenvolvido em 1989 pela Associação, o Selo de Pureza é um programa internacionalmente reconhecido que atesta a qualidade do produto e garante confiança para o consumidor

O café é um item essencial na mesa de todos os brasileiros, seja para dar energia na parte da manhã ou concentração no final da tarde. Nos lares, a taxa de aceitação da bebida é de 97%, o que mostra como o produto é amplamente aceito em território nacional.

Porém, é necessário ter cuidado na hora de escolher a marca que será consumida. No processo industrial, cascas, pedaços de folhas e sujeiras podem se juntar ao grão, o que compromete a sua qualidade, o seu sabor e a sua consistência. Com o intuito de garantir respeito e confiança para o cliente e, ainda, valorizar o trabalho de empresas comprometidas com a qualidade do produto final, a ABIC criou o Programa Permanente de Controle da Pureza do Café, mais conhecido como Selo de Pureza.

Reconhecimento internacional

Desenvolvido em 1989, o sistema de certificação é internacionalmente reconhecido e atesta que a mercadoria é pura e sem adulterações, oferecendo segurança alimentar e impedindo fraudes. Na época de sua implementação, mais de 30% das marcas analisadas burlavam a legislação ou continham impurezas além do limite de tolerância permitido. Atualmente, menos de 5% são impuras ou adulteradas, e elas representam apenas 1% do volume comercializado no mercado interno.

“O objetivo da ABIC era transformar a indústria cafeeira, gerar credibilidade ao produto, transmitir conhecimento para o público e estimular o consumo do café de qualidade. Os excelentes resultados obtidos com o Selo de Pureza são uma demonstração clara de que exercer a autoregulamentação é vantajoso. Para o consumidor, o Selo de Pureza é importante, pois viabiliza segurança alimentar. Já para as marcas, ele atesta a qualidade e a seriedade do trabalho. Toda a cadeia sai ganhando”, afirma Celírio Inácio, Diretor Executivo da ABIC.

Fraudes geram consequências

Ao comprar cafés que não possuem o selo de certificação da ABIC, o consumidor coloca a sua saúde em risco. Algumas empresas fraudam os seus produtos adicionando materiais estranhas à sua composição, antes do processo de torrefação. O pó, resultante da moagem do grão, possui cor e textura que torna imperceptível o reconhecimento de impurezas, detectadas apenas com aparelhos e métodos especiais. Escolher cafés com certificação significa consumir uma bebida sem nenhum tipo de adulteração.

Responsabilidade e controle

Para manter um monitoramento rígido sobre as marcas associadas, a ABIC realiza mais de 5.000 análises por ano. As amostras são coletadas nos pontos de venda por auditores independentes, codificadas e analisadas em laboratórios credenciados, garantindo total isenção do processo. O programa só certifica produtos que sejam realmente puros.

As empresas associadas que tiverem seus cafés detectados como impuros sofrem processos administrativos com penalidades que chegam à exclusão do quadro social. No caso de empresas não associadas, além de receberem um comunicado, são enviadas notificações para os órgãos competentes, como Ministérios Públicos, Anvisa e PROCON.

ABICAFÉ

O aplicativo ABICAFÉ, desenvolvido pela ABIC, permite que os usuários façam uma rápida consulta no momento da compra justamente para saber se o produto que eles pretendem adquirir é certificado e atende os padrões exigidos de pureza e qualidade.

Com o ABICAFÉ , disponível nas plataformas Android e IOS, será possível conhecer os programas de certificação da entidade, como Pureza, Qualidade, Sustentabilidade e Cápsula. Também estarão disponíveis informações sobre o perfil de sabor, que descreve atributos como aroma, bebida, torra e corpo, e informações a respeito das categorias de qualidade, que são Tradicional, Extraforte, Superior e Gourmet.

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